quinta-feira, 1 de maio de 2014

Revolução institucional, segurança nacional...

Atualizado em 22/01/15


No último capítulo a REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL tratou, dentre outras propostas (como a privatização de várias empresas públicas), da reestruturação de nossa força combatente – organizando as unidades aéreas, navais e terrestres de forma mais racional.
No capítulo que tratou sobre a reestruturação ministerial do Poder Administrativo, o autor citou brevemente que o atual Ministério da Defesa seria unificado ao Exército, à Marinha e à Aeronáutica, criando-se o chamado Comando Militar do Brasil – que teria como função garantir a Defesa Nacional.

Agora, neste presente capítulo, o autor procurará discorrer sobre a estrutura militar do País, dentro da ótica defendida pela REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL.


Existem duas propostas de resolução na Câmara dos Deputados (PRC 187/04 e PRC 87/07), que visam separar a atual Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional em duas, criando uma Comissão de Defesa e Segurança Nacional exclusiva para tratar, no âmbito legislativo, dessa importante área.
Todavia, em que pese o mérito de tais propostas, justamente por dar a devida importância ao tema da Defesa Nacional (tão negligenciada pelo governo), o autor prefere manter a CREDN na forma que se encontra, tratando dos dois temas distintos (Relações Exteriores e Defesa Nacional), que serão executados por instituições permanentes específicas:

v  As Relações Exteriores, pelo Serviço Exterior Brasileiro (Itamaraty); e
v  A Defesa Nacional, pelo Comando Militar do Brasil.

O primeiro (conforme já citado no capítulo Revolução Institucional, a diplomacia...), será exercido por um diplomata de último posto, eleito pelos integrantes da respectiva carreira (em voto direto, secreto e bienal). Já o segundo, será chefiado por um oficial-general de último posto, nomeado pelo Plenário após indicação da CREDN.
Diferente das demais 16 Comissões de Governo, que terão capacidade legislativa e executiva (para atuar diretamente na execução de suas atribuições legais), esta comissão (e outras 5) não irá atuar na execução da administração direta em sua respectiva área.
A CREDN terá competência legislativa e fiscalizadora, propondo projetos de lei voltados à sua área temática e traçando as diretrizes gerais da política externa (que será executada pelo Itamaraty, através do Chanceler da República) e de defesa nacional (que será executada pelo Comando Militar do Brasil, através de seu comandante-em-chefe).
Ambas as instituições serão consideradas permanentes e essenciais à manutenção da soberania nacional (uma voltada às suas relações internacionais e outra, para sua autodefesa), porém não poderão agir em dissonância às determinações da CREDN – podendo seus respectivos dirigentes sofrer moção de censura pelo plenário da Assembleia-Geral da República.

Embora seu presidente não tenha status de ministro (como os presidentes das outras 16 Comissões de Governo), será ele quem estabelecerá a forma de atuação da política externa nacional e o preparo e emprego dos militares (o Presidente da Assembleia-Geral, como Comandante-Supremo da Defesa Nacional, terá apenas atuação figurativa com Chefe de Estado).


 

Dessa maneira, a estrutura militar de defesa do Brasil será a seguinte:

ESTRUTURA MILITAR DE DEFESA DO BRASIL
Ø  Presidência da Assembleia-Geral da República
Ø  Presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional
Ø  Comando Militar do Brasil

Órgão de Assessoramento Superior
Ø  Alto Comando Militar do Brasil

Entidades Vinculadas
Ø  Fundação Habitacional Militar
Ø  Empresa Brasileira de Materiais de Defesa

Órgãos de Assistência Direta e Imediata ao Comandante Militar do Brasil
Ø  Centro de Comunicação Social
Ø  Centro de Controle Interno
Ø  Gabinete do Comandante Militar do Brasil
o    Assessoria Parlamentar
o    Assessoria Especial de Planejamento
o    Assessoria Jurídica Militar
Ø  Secretaria-Geral do Comando Militar do Brasil
o    Secretaria de Organização Institucional
§  Departamento de Organização e Legislação
§  Departamento de Planejamento, Orçamento e Finanças
§  Departamento de Administração Interna
§  Departamento de Tecnologia da Informação
o    Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto
§  Departamento de Pessoal
§  Departamento de Ensino
§  Departamento de Saúde e Assistência Social
§  Departamento de Desporto Militar
o    Secretaria de Produtos de Defesa
§  Departamento de Produtos de Defesa
§  Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial
§  Departamento de Catalogação

Órgãos Colegiados
Ø  Conselho Superior de Economia e Finanças
Ø  Conselho Superior de Tecnologia da Informação
Ø  Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação
Ø  Comissão de Promoção de Oficiais

Órgão de Direção Geral
Ø  Estado-Maior do Comando Militar do Brasil
o    Chefia de Operações
§  Subchefia de Comando e Controle
§  Subchefia de Inteligência Operacional
§  Subchefia de Operações
§  Subchefia de Logística Operacional
o    Chefia de Assuntos Estratégicos
§  Subchefia de Política e Estratégia
§  Subchefia de Inteligência Estratégica
§  Subchefia de Assuntos Internacionais
§  Representação Brasileira na Junta Interamericana de Defesa
o    Chefia de Logística
§  Subchefia de Integração Logística
§  Subchefia de Mobilização
§  Subchefia de Apoio aos Sistemas de Cartografia, de Logística e de Mobilização

Órgãos de Direção Setorial
Ø  Comando-Geral de Operações
o    Comando de Operações Terrestres
o    Comando de Operações Navais
o    Comando de Operações Aéreas
o    Comando de Operações Especiais
Ø  Comando-Geral de Apoio
o    Comando de Engenharia
o    Comando Logístico
o    Comando de Artilharia

Força Militar do Brasil
Ø  Comando Militar do Sul
Ø  Comando Militar Central
Ø  Comando Militar do Nordeste
Ø  Comando Militar da Amazônia

Observe-se que na estrutura acima, o autor procurou mesclar tanto quanto possível a atual organização das três forças armadas com a do Ministério da Defesa – desnecessário dizer que todos os cargos serão preenchidos por militares de carreira, indicados pela CREDN. Isso não significará, contudo, o fim da subordinação militar ao Poder Civil, pelo contrário.

Atualmente, os comandantes militares estão subordinados ao Ministro da Defesa e este, ao Presidente da República. Na estruturação proposta pelo autor, embora a figura do ministro seja virtualmente extinta (o Presidente da CREDN não desempenhará esta função), o Comandante Militar do Brasil deverá agir em estrita observância às determinações da CREDN – e em obediência ao seu comandante-supremo (o Presidente da Assembleia-Geral da República).


Afora algumas particularidades hierárquicas próprias de cada Força Singular, todas elas possuem a mesma estrutura básica:

Ø  Praças – categoria formada pelos conscritos e por sargentos. Possui basicamente seis graduações, em ordem crescente:
v  Soldado (EB e FAB) ou Marinheiro (MB);
v  Cabo (EB, FAB e MB);
v  Terceiro-Sargento (EB, FAB e MB);
v  Segundo-Sargento (EB, FAB e MB);
v  Primeiro-Sargento (EB, FAB e MB);
v  Suboficial (FAB e MB) ou Subtenente (EB);

Ø  Oficiais – embora seja a categoria que apresente a maior variedade de postos, chegando a ser subdividida internamente, conta com a menor quantidade de ocupantes dentro das Forças Singulares. É formada por quatro categorias, com seus respectivos postos:
v  Oficiais Subalternos:
§  Aspirante (FAB e EB) ou Guarda-Marinha (MB);
§  Segundo-Tenente (EB, FAB e MB);
§  Primeiro-Tenente (EB, FAB e MB);
v  Oficiais Intermediários:
§  Capitão (FAB e EB) ou Capitão-Tenente (MB);
v  Oficiais Superiores:
§  Major (FAB e EB) ou Capitão-de-Corveta (MB);
§  Tenente-Coronel (FAB e EB) ou Capitão-de-Fragata (MB);
§  Coronel (FAB e EB) ou Capitão-de-Mar-e-Guerra (MB);
v  Oficiais-Generais:
§  General-de-Brigada (EB), Contra-Almirante (MB) ou Brigadeiro (FAB);
§  General-de-Divisão (EB), Vice-Almirante (MB) ou Major-Brigadeiro (FAB);
§  General-de-Exército (EB), Almirante-de-Esquadra (MB) ou Tenente-Brigadeiro (FAB);
§  Marechal (EB), Almirante (MB) ou Marechal-do-Ar (FAB) – apenas em tempo de guerra.

Como se pode observar, apesar das denominações ligeiramente diferentes entre si (a maioria dos postos e graduações da FAB e EB tem designação comum), as patentes são todas equivalentes. Assim, dentro da reestruturação proposta pela REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL, idealizada pelo autor, para unificar as três Forças Singulares dentro de um Comando Miltar do Brasil integrado, a hierarquia militar também deverá sofrer alterações que visem padronizar os quadros de pessoal – adotando-se designações “neutras” para se referir aos militares de terra, mar ou ar, e adotar um mesmo padrão de insígnias.
A ideia é adotar termos que sejam mais familiares às Forças Singulares, abolindo outros mais particulares de cada Força. No caso da categoria dos Oficiais-Generais, onde cada Força tem uma designação própria, procurar-se-á adotar uma designação totalmente genérica que possa ser usada pelos oficiais, independente de qual ramo pertença.
Assim, a hierarquia militar da FDB adotará a divisão por Quadros de Pessoal, com a seguinte estrutura:



Como pode ser notado através do quadro acima, diferente do sistema atual (onde o oficial inicia como Aspirante e pode chegar a General) cada Quadro terá sua composição específica. Hoje, o egresso na Escola de Sargentos das Armas começa a carreira como 3º Sargento, podendo chegar a Capitão.
Na nova estrutura, o Praça começará como Soldado de 2ª Classe, podendo chegar a Suboficial como última posição na carreira. Atualmente, apenas o CFN possui uma estrutura totalmente profissional nesses moldes (sem conscritos temporários em seus quadros), que vai de Soldado a Suboficial – englobando dois Círculos Hierárquicos.
No caso dos Oficiais, os militares que concluírem o estágio-probatório (Aspirantado) de 1 ano, começarão como Segundos-Tenentes, chegando até a patente de Coronel – para ascender ao generalato, o Oficial deverá concluir o Curso de Comando e Estado-Maior da Escola de Comando e Estado Maior. A média de permanência entre as patentes deverá ser de 3 anos, contra os 8 necessários para a promoção de Sargento.
Para elevar o índice de profissionalização da carreira militar (em especial no Quadro de Praças) o autor defende o FIM do Serviço Militar Obrigatório, que em sua opinião representa um desperdício de recursos e treinamento sem retorno de longo prazo (pois os conscritos permanecem menos de 1 ano em serviço), e sua substituição pelo ingresso mediante concurso público – transformando-se os atuais Tiros de Guerra em Centros de Treinamento.
Além disso, a despeito da proibição de greve e sindicalização (visando garantir a integridade de tais serviços essenciais à sociedade), tais profissionais DEVEM receber os mesmos direitos trabalhistas dos demais servidores públicos (ainda que adaptados às peculiaridades da função) – adicional noturno, adicional de periculosidade, adicional especial (no lugar das horas extras e do descanso semanal remunerado).
No que tange à formação e aperfeiçoamento do pessoal militar, haverá a unificação dos estabelecimentos voltados ao ensino e especialização dos militares, adotando-se a seguinte estrutura:

ESTABELECIMENTOS DE ENSINO MILITAR
Academia Militar do Brasil (ex-AMAN)
Centro de Estudos Militares (ex-CEP / CECFN)
Centro de Formação e Adestramento de Praças (ex-CIAMPA / TG’s)
Centro de Instrução Anfíbio (ex-CADIM)
Centro de Instrução Aeronáutica (ex-AFA / CIAvEx / CIAAN)
Centro de Instrução de Artilharia (ex-EsACosAAe / CIArtFgt)
Centro de Instrução de Blindados
Centro de Instrução de Operações na Caatinga
Centro de Instrução de Engenharia (ex-CIEngCnst)
Centro de Instrução de Garantia da Lei e da Ordem
Centro de Instrução de Fuzileiros (ex-CIASC)
Centro de Instrução de Operações na Selva (ex-CIGS / BOpRib)
Centro de Instrução de Operações em Montanha
Centro de Instrução de Operações de Paz (ex-CCOPAB / EOP-CFN)
Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (ex-CIGE)
Centro de Instrução de Operações Especiais
Centro de Instrução Fluvial (ex-CECMA)
Centro de Instrução de Operações no Pantanal
Centro de Instrução de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear
Centro de Instrução e Adaptação Militar (ex-CIAAR)
Centro de Instrução de Minagem e Varredura (ex-GAA-GueM)
Centro de Instrução e Adestramento Submarino (ex-CIAMA)
Centro de Instrução Paraquedista
Centro de Instrução de Armada (ex-EAM / EN)
Escola de Formação Complementar (ex-EsFCEx)
Escola de Instrução Especializada (ex-EsIE / CIAW)
Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ex-EsAO / EAOAR)
Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos (ex-EASA)
Escola de Comando e Estado-Maior (ex-ECEME / ECEMAR / EGN)
Escola de Comunicações
Escola de Educação Física (ex-EsEFEx / CEFAN)
Escola de Equitação
Escola de Formação de Sargentos (ex-EsSA / EEAR)
Escola de Material Bélico (ex-EsSLog)
Escola de Saúde (ex-EsSEx)
Escola Preparatória de Cadetes (ex-EsPCEx / EPCAr / CN)
Escola Superior de Defesa (ex-UNIFA / ESG)
Instituto Militar de Engenharia

Como se pode ver pela tabela acima elaborada, muitos estabelecimentos de ensino militar similares entre as três Forças Armadas serão fundidos numa única instituição, havendo 1 Academia, 23 Centros de Instrução, 13 Escolas e 1 Instituto.
Um detalhe que deve chamar a atenção do leitor é a ausência da Escola de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) e do Instituto Tecnológico Aeroespacial (ITA) no esquema acima; isso porque o autor defende sua desmilitarização de ambas as instituições.
No caso da EFOMM, deverá haver a participação do setor privado na formação de tripulantes de embarcações mercantes – como já foi citado no capítulo anterior. Já no caso do ITA, os cursos eminentemente militares serão transferidos para o IME (que deverá ter suas instalações ampliadas, para receber mais alunos e ministrar novos cursos), ficando no ITA os cursos tecnológicos de caráter civil.
No tocante ao incentivo às carreiras de Segurança Nacional, o autor defende que o salário dos militares seja equiparado aos valores atualmente pagos aos militares do DF – a vedação à participação em movimentos reivindicatórios não deve ser aproveitada levianamente para se permitir o injusto descaso por parte das autoridades políticas.
No que tange aos investimentos imprescindíveis para o exercício satisfatório das atividades militares, o autor defende que seja investido na Defesa Nacional o percentual mínimo de 2% do PIB (conforme a PEC 94/92) – o que daria para 2015 o total de R$ 96,88 bilhões (considerando o PIB de 2013 como referência).
Com o objetivo de resguardar nossas fronteiras, não apenas contra possíveis agressões militares mas também contra o trânsito de criminosos, o autor defende a unificação de três importantes programas atualmente em curso (o Programa Calha Norte, o Plano Estratégico de Fronteiras e a Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras), criando a chamada Estratégia Nacional de Fronteiras – ENF. 


A ENF será responsável pela gestão das políticas ligadas à Faixa de Fronteira e terá como órgão-central o chamado Conselho Nacional de Políticas de Fronteira (Conafron), que deverá ser constituída pelas seguintes instituições:

1.       Comando Militar Brasil;
2.       Secretaria Nacional de Segurança Pública;
3.       Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil;
4.       Secretaria de Políticas sobre Drogas;
5.       Departamento de Cooperação Jurídica Internacional;
6.       Agência Reguladora de Vigilância Sanitária;
7.       Agência Reguladora de Produtos Restritos;
8.       Agência Nacional de Vigilância em Saúde;
9.       Agência Nacional de Defesa Agropecuária;
10.    Receita Nacional do Brasil; e
11.    Serviço Secreto Brasileiro.

O Conafron será presidido pelo Presidente da Assembleia-Geral, na qualidade de Chefe de Estado. Vinculado ao Conafron atuará como órgão-consultivo o denominado Conselho Representativo de Assessoramento de Políticas de Fronteira (Crafron), composto pelas pastas cujas atribuições estejam diretamente ligadas às políticas de fronteira:

Ø  Comissão de Segurança Pública;
Ø  Comissão de Minas, Energia, Viação e Transportes;
Ø  Comissão de Direitos Humanos, da Mulher, do Idoso, da Criança, do Adolescente, da Juventude e Minorias;
Ø  Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e
Ø  Comissão de Seguridade Social e Família.

Dentre as responsabilidades do Conafron estará a execução das políticas de desenvolvimento econômico e social e de segurança ligadas à Faixa de Fronteira. Para isso, os integrantes de seus respectivos órgãos atuarão sob a autoridade direta do Conafron enquanto estiverem na fronteira – relativizando a autonomia que possam gozar. Na prática, será uma “guarda de fronteira” cívico-militar (composta por diversas agências distintas) sob uma única direção centralizada.

* * * PROPOSTA POLÊMICA * * *

Agora o autor pede licença o nobre leitor para abordar um tema que é tão polêmico quanto crucial ao desenvolvimento técnico-científico e à própria soberania nacional, que pode ser responsável pela afirmação da independência e status geopolítico nacional e ao mesmo tempo por atrair para nosso país a desconfiança e mesmo hostilidade da comunidade internacional – as armas nucleares.
Em 1994, por meio do Decreto 1.246, o Brasil tornou-se signatário do Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (Tratado de Tlatelolco), celebrado na Cidade do México em 1967. Por meio deste tratado, a América Latina e o Caribe eram declaradas Zonas Livres de Armas Nucleares.
Em 1995 o Brasil aderiu ao Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR), que limitava o alcance dos mísseis em 300 km e sua carga bélica em 500 Kg – atualmente, o Brasil está desenvolvendo o Míssil Tático AV/TM-300 Matador, com estas características. Cabe mencionar que este tratado tem finalidade dúbia, impedindo tanto o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais quanto veículos lançadores de satélites.
Já em 1998, através do Decreto 2.864 o Brasil ratificou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), em que submetia seu programa nuclear ao controle externo da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e renunciava a qualquer plano de desenvolver armas nucleares.
A partir destes diplomas, e da interpretação dada ao Art. 21, XXIII, a, o Brasil passou a ser proibido de possuir ou mesmo desenvolver artefatos nucleares ou vetores de lançamento de longo alcance – mesmo que para garantir sua autodefesa. Entretanto, o autor sente necessidade de esclarecer alguns pontos a respeito desse assunto:
Em primeiro, a alínea a do referido artigo sugere múltiplas interpretações que não necessariamente impliquem na proibição taxativa de se desenvolver armas nucleares. O STF, como já fez em diversas ocasiões, poderia (em caso de relevância e urgência – como uma agressão militar estrangeira) dar nova interpretação ao referido dispositivo, considerando (por exemplo) que “fins pacíficos” impliquem no uso de armas nucleares apenas como recurso defensivo em caso de agressão externa.
Por outro lado, o Art. V do TNP permite a realização de explosões nucleares, desde que realizadas para fins pacíficos, conforme:

“Cada Parte deste Tratado compromete-se a tomar as medidas apropriadas para assegurar que... os benefícios potenciais de quaisquer aplicações pacíficas de explosões nucleares serão tornados acessíveis aos Estados não nuclearmente armados... e que o custo para essas Partes, dos explosivos nucleares empregados, será tão baixo quanto possível, com exclusão de qualquer custo de pesquisa e desenvolvimento”(Grifo do Autor).

Por sua vez, o Art. X reserva o direito dos signatários, no exercício de sua soberania nacional, de abandonar o TNP “... se decidir que acontecimentos extraordinários, relacionados com o assunto deste Tratado, põem em risco os interesses supremos do país”. (Grifo do Autor).

O Art. 18 do Tratado de Tlatelolco, reproduz a ideia sintetizada no Art. X do TNP, ao permitir que os signatários possam “... realizar explorações de dispositivos nucleares com fina pacíficos – inclusive explosões que pressuponham artefatos similares aos empregados em armamento nuclear – ou prestar a sua colaboração a terceiros com o mesmo fim...”. (Grifo do Autor).


Assim, partindo do Art. 20 dos Princípios Fundamentais da REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL, que prevê que “os tratados internacionais que o Brasil seja signatário até à promulgação da Nona Constituição Nacional do Brasil serão revistos – aqueles que violem os princípios da REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL deverão ser revogados e os que estiverem conformes tais princípios serão mantidos vigentes”, o autor defende a revogação dos três instrumentos internacionais acima que não apenas impedem o desenvolvimento técnico-científico como também à autodefesa nacional.
O autor sente a necessidade de deixar claro ao leitor que não defende a proliferação de armas nucleares pelo mundo, nem que estes instrumentos de destruição em massa sejam usados efetivamente. Todavia, como o próprio ex-Vice-Presidente José Alencar defendeu “a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste e tem um mar territorial e, agora, esse mar do pré-sal de 4 milhões de quilômetros quadrados de área”.
Ou seja, o mero fato do Brasil possuir armas nucleares servirá de elemento dissuasor estratégico contra qualquer país, ou coligação de países, com superioridade militar capaz de ameaçar nossa soberania e nossa integridade territorial. O próprio governo reconhece a existência de ameaças potenciais contra nosso País – em especial contra a Amazônia.
Além disso, cabe citar o fato de que o Brasil é o único dos BRICS que não possui armas nucleares (além da África do Sul, que renunciou à sua obtenção), carecendo de firmar sua posição geopolítica como membro pleno do grupo.
Conforme já mencionado na primeira parte do capítulo sobre o Comando Militar do Brasil, nosso país não possui qualquer condição (e nem mesmo o terá plenamente, mesmo com a implementação da REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL) de deter uma agressão militar maciça contra nosso território – ao menos não com meios convencionais.
Assim, visando garantir a soberania nacional sobre o Pré-Sal e sobre a Amazônia, o Brasil deve (como seu direito soberano enquanto Nação) dispor de todos os meios para se defender da qualquer ameaça à nossa independência e integridade – abrindo mão destes apenas quando TODAS as armas nucleares do mundo forem eliminadas definitivamente!
É claro que o autor reconhece as enormes dificuldades de se revogar unilateralmente os tratados vigentes já há anos por nossa distorcida visão utópica de fraternidade universal. Para isso, defende a mesma solução hoje adotada por Israel (conhecida por todo o mundo, mas simplesmente ignorada politicamente): manter armas nucleares em sigilo!

O autor defende o desenvolvimento e fabricação de ogivas nucleares e sua instalação em pontos estratégicos do território nacional (de preferência no subsolo) – sua existência deve ser mantida no mais absoluto sigilo de Estado e seus operadores advertidos quanto às consequências de qualquer menção a elas. Seu controle deve ser centralizado unicamente nas mãos do Conselho da República, que APENAS deve utiliza-las como último recurso defensivo e JAMAIS em território nacional ou sul-americano.

3 comentários:

  1. AS colocações neste artigo merecem muita atenção, tanto pela exaustiva explanação técnica, como pela riqueza de detalhes, mas acredito que não muito longe, as mudanças políticas ou melhor geo-políticas, há um tempo caminhando pela globalização, o sentimento pátrio será substituído pela economia global e pelos meios de comunicação instantâneos e mais utilizados por povos mais tecnológicos. A nano tecnologia e o avanço social, vão no futuro colocar a humanidade enfim, no patamar de se defender de situações alienígenas, sejam militares, políticas, econômicas, sociais,de saúde ou desastres cósmicos para onde caminha o planeta? Quem viver verá!

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  2. achei a ideia dessa uniao otima, pois como vc ja mencionou hj todas as forças usam de tudo , barcos , helicopteros e forças terrestres. por acaso algum pais usa esse tipo de força militar unida ? ou vc que elaborou isso ???? uma outra duvida que tenho é referente ao contingente em outro post coloquei 400 mil para o exercito e 100 mil para cada força ( marinha e aeronautica , obs.: ainda nao tinha lido seu post da uniao das 3 forças ) ...... ou seja para mim uma força de 600 mil seria suficiente , mas para vc qual seria o tamanho ideal para as FFAA ????

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  3. outra questao : o que entendi das patente dos oficiais ...
    COMANDANTE - GERAL = serao 4 comandantes cada um com um COMANDO MILITAR .
    BRIGADEIRO - GENERAL = comandar as brigadas ( 43 da força terrestre e 19 da força aerea e 3 da força naval ....total 65 brigadeiros generais é isso ou entendi errado ? )

    e os outros dois ? o major general e tenente general terao qual funçao ?

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