quarta-feira, 4 de junho de 2014

Revolução Institucional, forças em campo...

Atualizado em 22/01/15

No capítulo Revolução Institucional, defesa da pátria... o autor procurou esboçar sua ideia de unificação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica num coeso e eficiente Comando Militar do Brasil. Já no capítulo Revolução Institucional, segurança nacional... mostrou a organização estrutural do CMB, que dirigiria a função de Defesa Nacional, Segurança Pública e Defesa Civil.
Neste novo capítulo da REVOLUÇÃO INSTITUCIONAL, o autor procurará (a partir da exposição dos atuais programas militares) apresentar sua própria proposta de reorganização das Organizações Militares Brasileiras. Juntos, os programas militares compõem o chamado Plano de Articulação e Equipamento de Defesa, o PAED – que tem o compromisso de rearticular e modernizar as Forças Armadas até 2031.

O custo total do programa está estimado em pelo menos R$ 397 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões em investimentos ao ano!) – valor muito inferior ao que é gasto pelos demais BRICS, que investem o equivalente a 2,5% do seu PIB – com a intenção de substituir os meios obsoletos por equipamentos modernos e atualizar a organização militar herdada da Segunda Guerra Mundial.


Em solenidade oficial no Palácio do Planalto, no dia 18 de dezembro de 2008, o então Presidente da República Luiz Inácio da Silva anunciou o lançamento do mais audacioso plano de defesa já escrito, a Estratégia Nacional de Defesa. Juntamente com este documento foram concebidos três grandiosos planos de articulação e equipamento das Forças Armadas, visando garantir a plena capacidade operacional do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
Todavia, é interessante notar que, apesar da compreensão das autoridades de que a maior ameaça à soberania brasileira esteja ACIMA da Linha do Equador, a maior guarnição militar do País (e da América Latina) permanecerá lotada no Rio de Janeiro. Observando atentamente para as minúcias dos ambiciosos planos militares em curso, vemos que eles estão ligeiramente na contramão de nossa real necessidade.
Assim, vejamos alguns pontos curiosos:

1.       O Manual de Campanha “Emprego da Artilharia Antiaérea” prevê a existência de 1 Brigada (Bda) para cada Região de Defesa Aeroespacial (RDA) – a Estratégia Braço Forte prevê apenas mais uma em Brasília, totalizando 2 Bda – ou três, levando-se em conta os planos da Aeronáutica de operar sua própria artilharia antiaérea de autodefesa;
2.       A 2ª Divisão Anfíbia (2ª Div Anf) de Fuzileiros Navais terá 1/3 da capacidade operacional da 1ª Div Anf, no Rio de Janeiro. Já a 2ª Esquadra terá metade dos meios aeronavais da 1ª Esquadra – detalhe: com a quantidade de meios a serem adquiridos, daria para se criar três;
3.       As Bda Bld se resumirão a duas – a 5ª Bda C Bld e a 6ª Bda Inf Bld. Estas Organizações Militares (OM) são as que possuem o maior poder de fogo, porém permanecerão na Região Sul (onde há o menor potencial de perigo à nossa soberania) em detrimento das Bda Mec, que estarão disseminadas por grande parte do território nacional;
4.       A Região Nordeste é a que possui a maior vulnerabilidade territorial, por ter a maior faixa costeira e estar mais próxima da Europa e da África. Entretanto, contará com apenas 4 Bda Inf L (Leve) e, talvez, com a 2ª Div Anf;
5.       Os planos futuros da FAB preveem operar 108 caças, os quais somados aos 48 da Aviação Naval totalizará pouco mais de 150 aeronaves do tipo – para proteger 22 milhões de km2 de espaço aéreo (continental e marítimo). Os Super Tucanos não entram nessa lista por pertencerem a uma categoria específica; e
6.       Não está prevista nos planos do EB a criação de nenhuma unidade de Artilharia de Costa (Art Cos), apesar de haver doutrina a respeito.

Apenas reforçando os pontos acima, atualmente o Bundesheer (Exército da Alemanha) tem um efetivo de pouco mais de 60 mil integrantes – e um total de 225 Leopard 2A6. Já o Brasil tem um efetivo atual de 220 mil tropas (e uma força de 250 carros de combate – entre o recém-adquirido Leopard 1A5 e os M60 Patton remanescentes).
Ou seja, mesmo tendo um efetivo militar quatro vezes inferior ao nosso, a Alemanha (que ainda tem a cobertura de toda a União Europeia e da OTAN) conta com uma força blindada idêntica à nossa. Sem mencionar que serão modernizadas 434 viaturas de transporte M113, que continuarão sendo a espinha dorsal de nossa Infantaria Blindada – considerando que essas viaturas foram adquiridas nos anos 1980!
Ou seja, a partir de tudo o que foi exposto acima, mesmo que a ambiciosa END seja totalmente implementada, ainda assim haverá grandes gargalos em nossa Defesa Nacional a serem sanados – o que somente se acirrará, com os contingenciamentos no orçamento militar.
A Marinha atualmente conta com a seguinte organização estrutural:

·         Força de Superfície;
·         Força de Submarinos;
·         Grupamento de Navios Hidroceanográficos;
·         5 Grupamentos de Patrulha Naval; e
·         2 Flotilhas.

Na Marinha um programa especial é o Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB), que prevê dentre outras coisas a criação de uma Segunda Esquadra para cobrir as regiões Norte e Nordeste e o fortalecimento do Corpo de Fuzileiros Navais (além de uma força de 26 submarinos) e a adoção de novos meios navais e aeronavais, além de equipamentos e viaturas para os fuzileiros navais.


Em linhas gerais, a Marinha pretende ser equipada com os seguintes meios navais:

Embarcações da Marinha (conforme finalidade)
229
Negação do Uso do Mar
26
Submarino Convencional de Ataque
20
Submarino Nuclear de Ataque
6
Controle da Área Marítima
36
Navio de Propósito Múltiplo
4
Navio-Escolta
30
Navio-Aeródromo
2
Apoio Logístico Móvel
25
Navio de Apoio Logístico
5
Navio de Socorro Submarino
2
Rebocador de Alto-Mar (Grande Porte)
3
Rebocador de Alto-Mar (Pequeno Porte)
10
Dique-Flutuante
4
Navio-Hospital
1
Minagem e Contra-minagem
16
Navio-Varredor
8
Navio Caça-Minas
8
Meios de Apoio
4
Navio-Transporte de Apoio
4
Embarcação de Desembarque (Viaturas e Material)*
32
Embarcação de Desembarque (Carga Geral)*
16
Viatura de Desembarque por Colchão de Ar*
8
Meios Fluviais
17
Navio-Transporte Fluvial
6
Navio de Apoio Logístico Fluvial
2
Rebocador Fluvial
3
Navio de Assistência Hospitalar
6
Instrução Naval
8
Aviso de Instrução
6
Navio-Escola
1
Navio-Veleiro
1
Patrulha Naval e Segurança do Tráfego Aquaviário
76
Navio-Patrulha Oceânico (1.800 ton.)
12
Navio-Patrulha (500 ton.)
46
Navio-Patrulha (200 ton.)
4
Navio-Patrulha Fluvial
14
Agência-Escola Flutuante*
14
Lancha de Apoio ao Ensino e Patrulha*
54
Embarcação de Casco Semirrígido*
227
Hidroceanográficos e Sinalização Náutica
21
Navio-hidroceanográfico
4
Aviso-hidroceanográfico
1
Navio-hidroceanográfico faroleiro
1
Navio-hidroceanográfico balizador
5
Navio-hidroceanográfico fluvial
2
Aviso-hidroceanográfico fluvial
6
Navio de Apoio Oceanográfico
1
Navio Polar
1
*não contabilizados

Conforme citado no capítulo sobre a reestruturação das forças policiais brasileiras, as funções de inspeção naval (policiamento em águas interiores) será de competência da Secretaria Nacional de Segurança Pública – em consonância com a proposta que cria a Polícia Hidroviária.
Já no capítulo sobre a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, o autor propôs que os navios de assistência hospitalar sejam transferidos para o novo órgão único de Defesa Civil. Assim, as 14 agências-escola flutuantes e 54 lanchas de apoio ao ensino e patrulha deverão ser operadas pela Divisão de Polícia Hidroviária, enquanto os 6 navios de assistência hospitalar e o futuro Navio-Hospital serão operados pela SEDEC.
Já os 21 navios hidroceanográficos e de sinalização náutica deverão ser operados pela AGB. Os 4 diques flutuantes deverão ser operados pela proposta Empresa Brasileira de Materiais de Defesa (criada a partir da fusão da Imbel, Emgepron, Amazul e a Diretoria de Fabricação do EB). Isso reduzirá a quantidade de meios navais para 197 embarcações fluviais, oceânicas e costeiras.
No entanto, o autor defende que, ao invés de 2, o Comando Militar do Brasil deva ter 3 Esquadras, distribuídas da seguinte forma:

Tipos de embarcações
1ª Esquadra
(Rio de Janeiro)
2ª Esquadra
(Salvador)
3ª Esquadra
(São Luís)
Submarino Convencional
7
7
6
Submarino Nuclear
2
2
2
Navio de Propósito Múltiplo
2
2
2
Navio-Escolta
10
10
10
Navio de Apoio-Logístico
2
2
2
Navio de Socorro Submarino
1
1
1
Rebocador de Alto-Mar (Grande Porte)
1
1
1
Navio-Varredor
3
3
2
Navio Caça-minas
3
3
2
Navio-Transporte de Apoio
2
2
2
Embarcação de Desembarque (Viaturas e Material)
12
10
10
Embarcação de Desembarque (Carga Geral)
6
5
5
Viatura de Desembarque por Colchão de Ar
3
3
2
Total por Esquadra
54
51
47

Como pode ser percebido a partir da tabela acima, a 1ª Esquadra permanecerá na Base Naval do Rio de Janeiro, a 2ª Esquadra será instalada na Base Naval de Salvador (Aratu) e a 3ª Esquadra deverá ser instalada na futura Base Naval de São Luís.
Para isso, os atuais planos de equipamento da MB deverão que ser alterados (também devido a transferência de meios para outros órgãos públicos, como os hidroceanográficos), o que permitirá a aquisição de mais meios militares, tais como: dois Navios de Propósito Múltiplo (totalizando 6 unidades), um Navio de Socorro Submarino (totalizando 3 unidades), dois Navio-Transporte de Apoio (totalizando 6 unidades) e um Navio de Apoio Logístico (totalizando 6 unidades).


Visando garantir a efetiva proteção de nossas fronteiras fluviais, o autor defende a transformação da Flotilha do Mato Grosso e a Flotilha do Amazonas em Grupamentos de Patrulha Naval, e a criação de outros 3 Grupamentos – um em Santos (que já está em implantação pela MB), um em Foz do Iguaçu e um em Guajará Mirim (perfazendo um total de 10 Grupamentos, com cerca de 7 embarcações cada) – o que elevará o total de meios navais para 224 embarcações (considerando 6 meios de Instrução Naval), cinco a menos do que os planos do governo.
As Esquadras seriam compostas por Grupamentos Navais (Grupamento de Submarinos, Grupamento de Escolta, Grupamento de Minagem, Grupamento de Apoio, etc.). A parir da tabela acima, o leitor pode perceber que foram omitidos os navios-aeródromo – e o autor explicará o motivo:
Em primeiro lugar, somente dez países no mundo todo possuem navios-aeródromo (porta-aviões), incluindo o Brasil – que desde o incêndio ocorrido em 2005, o A-12 São Paulo nunca mais retornou totalmente ao serviço operativo naval.
Em segundo, com exceção dos EUA (atualmente) e da China (em curto prazo), nenhum país com esse tipo de embarcação possui ou possuirá no futuro próximo capacidade de manter uma operação de guerra aeronaval permanente contra o Brasil, o que joga por terra o argumento de que esse tipo de embarcação seria útil para garantir a defesa do País.
No caso da China, nossas relações com o país asiático são bastante amistosas, o que dificilmente leva a crer que poderia nos antagonizar militarmente. Todavia, caso essa situação hipotética ocorra, teríamos ao nosso favor o poderio militar norte-americano para enfrentar a ameaça chinesa – não por simpatia a nós, mas por rivalidade com a China mesmo.
Assim, o único país que realmente poderia ser uma ameaça real a nós seria os EUA. O autor também não considera que isso seja real, pela mesma razão que a China também não seria – a despeito de qualquer orientação diplomática de cunho político-ideológico que a atual administração esteja seguindo, temos ótimas relações com os irmãos do Norte (que nem mesmo a denúncia de espionagem digital conseguiu abalar).
Todavia, se hipoteticamente os EUA nos considerassem uma ameaça aos seus interesses e resolvessem intervir militarmente em nosso País, simplesmente NÃO haveria absolutamente nada que pudéssemos fazer. Isso, porque os EUA nunca agiriam sozinhos – teriam o apoio militar da OTAN (incluindo Itália, França, Reino Unido – que também possuem esse tipo de embarcação).
Nesse cenário, dois navios-aeródromo (com 24 caças cada um, como planeja a MB) não influenciariam em praticamente nada – no máximo, atrasariam as operações inimigas contra o território nacional em algumas poucas horas (o tempo que levaria para os submarinos nucleares americanos afundarem nossos navios-aeródromo e suas escoltas).
Conforme noticiado no final de 2014, a FAB planeja adquirir 108 aviões de caça SAAB Gripen E/F, para substituir seus F-5 Tiger e AMX (que sequer são aeronaves de interceptação). Mesmo que esse cenário se torne realidade, dois navios-aeródromo da U.S. Navy já seriam suficientes para tirar TODOS de combate, incluindo nossas três brigadas de artilharia antiaérea e demais subunidades em solo.
Dessa maneira, a única utilidade real que esses gigantescos e caríssimos navios teriam para o Brasil seria no apoio às nossas forças no exterior, em missão humanitária da ONU – o que pode ser feito com o uso de navios de propósito múltiplo (NPM). Por isso o autor defende que, no lugar de se adquirir 4 NPM e 2 NAe, o Brasil adquira 6 NPM – colocando dois em cada Esquadra, para prestar o devido apoio às nossas forças no exterior.
Dois documentos do Exército merecem especial destaque, no sentido de modernizar tanto os meios materiais quanto a própria organização estrutural das unidades militares: a Estratégia Braço Forte (já mencionado) e o Projeto de Força do Exército Brasileiro. O primeiro, editado em 2009, previa investimentos de R$ 150 bilhões até 2030 para modernizar e rearticular a organização militar.
Já o segundo, dentre as diversas propostas que apresenta, divide a Força Terrestre em três forças principais: Força de Atuação Estratégica (para pronto-emprego), Força de Fronteira (vocacionado para a segurança de nossas fronteiras) e Força de Emprego Geral (reserva estratégica da Força Terrestre). A Estratégia Braço Forte, preconiza o fortalecimento da presença militar na Amazônia e um incremento das Forças Mecanizadas, em detrimento das Forças Blindadas.
Para os menos familiarizados com assuntos militares, basta compreender que aquelas são equipadas com Viaturas Blindadas sobre Rodas, enquanto que estas operam Carros de Combate (os populares tanques de guerra) e Blindados sobre Lagartas, como os VBTP M113.

Mapa representando a futura articulação do Exército Brasileiro no território nacional.
Na Amazônia há previsão de se instalar 8 Brigadas de Selva,
enquanto no Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão ficar 10 Brigadas Mecanizadas e 2 Blindadas, no Sul.

O Exército conta com as seguintes Grandes Unidades (Brigadas, Grupamentos e outras):

GRANDE UNIDADE
GUARNIÇÃO
Brigada de Infantaria Paraquedista
Rio de Janeiro – RJ
1ª Brigada de Infantaria de Selva
Boa Vista – RR
2ª Brigada de Infantaria de Selva
São Gabriel da Cachoeira – AM
3ª Brigada de Infantaria Motorizada
Cristalina – GO
4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha)
Juiz de Fora – MG
6ª Brigada de Infantaria Blindada
Santa Maria – RS
7ª Brigada de Infantaria Motorizada
Natal – RN
8ª Brigada de Infantaria Motorizada
Pelotas – RS
Grupamento de Unidades-Escola/9ª Bda Inf Mtz
Rio de Janeiro – RJ
10ª Brigada de Infantaria Motorizada
Recife – PE
11ª Brigada de Infantaria Leve
Campinas – SP
12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel)
Caçapava – SP
13ª Brigada de Infantaria Motorizada
Cuiabá – MT
14ª Brigada de Infantaria Motorizada
Florianópolis – SC
15ª Brigada de Infantaria Mecanizada
Cascavel – PR
16ª Brigada de Infantaria de Selva
Tefé – AM
17ª Brigada de Infantaria de Selva
Porto Velho – RO
18ª Brigada de Infantaria de Fronteira
Corumbá – MS
23ª Brigada de Infantaria de Selva
Marabá – PA
1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada
Santiago – RS
2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada
Uruguaiana – RS
3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada
Porto Alegre – RS
4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada
Dourados – MS
5ª Brigada de Cavalaria Blindada
Ponta Grossa – PR
1ª Brigada de Artilharia Antiaérea
Guarujá – SP
Artilharia Divisionária (1ª Divisão de Exército)
Niterói – RJ
Artilharia Divisionária (3ª Divisão de Exército)
Cruz Alta – RS
Artilharia Divisionária (5ª Divisão de Exército)
Curitiba – PR
1º Grupamento de Engenharia
João Pessoa – PB
2º Grupamento de Engenharia
Manaus – AM
3º Grupamento de Engenharia
Campo Grande – MS
Núcleo do 4º Grupamento de Engenharia
Porto Alegre – RS
Núcleo do 3º Grupamento Logístico
Porto Alegre – RS
9º Grupamento Logístico
Campo Grande – MS
Comando de Operações Especiais
Goiânia – GO
Comando de Artilharia do Exército
Porto Alegre – RS
Comando de Aviação do Exército
Taubaté – SP

Com as recentes reestruturações no Comando Militar do Sul, houve a desativação do Comando da 6ª Divisão do Exército e da Artilharia Divisionária da 6ª Divisão (por força do Decreto nº 8.298/14). Há projetos para transferir a Bda Inf Pqdt para Anápolis (com o fechamento do Campo dos Afonsos).
Conforme a Portaria nº 031-EME, de 18 de fevereiro de 2014 (publicada no Boletim do Exército nº 9/2014, publicado em 28 de fevereiro) “constitui Grupo de Trabalho para estudo de viabilidade acerca da transformação das 6ª RM e 10ª RM em Brigadas de Infantaria Leve” – grifo do autor.
Além disso, até 2017 deverá ser instalada uma nova Brigada de Infantaria de Selva em Macapá-AP. Dessa maneira, o Exército pretende instalar até 2031 cerca de 40 Grandes Unidades (contando os Grupamentos de Engenharia e Logísticos).
Basicamente, um Batalhão é composto pelo Comando, por 3 Companhias, 1 Companhia de Comando e Apoio e a Base Administrativa. Cada Companhia, por sua vez, é constituída pelo Comando, por 1 Pelotão de Apoio e 3 Pelotões. O Pelotão, por fim, é constituído pelo Comando, por 3 Grupos (ou Seções) e 1 Seção (ou Grupo) de Apoio.
Visando a reestruturação completa das forças combatentes, com o objetivo de garantir a proteção da integridade territorial do Brasil contra possíveis ameaças (internas e/ou estrangeiras, sendo de governos ou grupos terroristas), o autor defende a reforma dessa organização ternária para uma estrutura quaternária (em todos os escalões!).
Assim, um Pelotão seria constituído (além do Comando e da Seção de Apoio) por 4 Seções; no caso da Companhia, esta seria formada por 4 Pelotões (além do Comando e do Pelotão de Apoio); e, finalmente, o Batalhão seria constituído por 4 Companhias (além da Base Administrativa, da Companhia de Comando e Apoio e do Comando do Batalhão).
Mesmo as Brigadas passarão a ser constituídas por 4 Batalhões, além do Comando, do Batalhão de Artilharia, do Batalhão Logístico e demais unidades de apoio. Isso fará com que o efetivo médio dos batalhões passe de 800 para cerca de 1.200/1.500 cada um. As Brigadas, então, terão seu efetivo  médio elevado para cerca de 7 mil militares (contra os atuais 5 mil)
Todavia, cabe destacar que esse efetivo será o das Brigadas de Combate. Como o autor defende a fusão das três forças armadas no Comando Militar do Brasil, então a futura Brigada de Defesa Antiaérea da FAB e as duas Divisões Anfíbias da MB deverão compor a futura estrutura da Força Terrestre – adicionando mais três Grandes Unidades à organização.
No entanto, os dois futuros Comandos de Aviação do Exército deverão ser transferidos ao Comando de Operações Aéreas da FDB. Conforme citou no capítulo anterior, o autor defende que os atuais Comandos Militares de Área, Regiões Militares, Distritos Navais e Comandos Aéreos Regionais sejam substituídos por novos Comandos Militar Regionais (Cmdo Mil Reg ou CMR). Esses CMR serão organizados tomando por base as atuais Regiões de Informação de Voo (FIR), abrangidas por um CINDACTA.


Cada CMR contará com uma Brigada de Engenharia, uma Brigada Logística e uma Brigada de Defesa Antiaérea. Para isso, o autor propõe transformar as atuais Artilharias Divisionárias em 4ª Brigada de Defesa Antiaérea e em duas Brigadas de Defesa Costeira – que não estão previstas, mas que o autor considera imprescindível à segurança nacional assim como a artilharia antiaérea.
As Brigadas de Apoio (Engenharia, Logística, Defesa Antiaérea, etc.), diferente das de Combate, terão organização quintenária (com cinco Batalhões orgânicos, além das unidades de apoio).  Assim, seu efetivo médio será de 5 mil soldados – por não contarem com unidades de apoio ao combate.
Assim, a divisão territorial dos CMR será essencialmente esta:

v  Comando Militar da Amazônia (CMR-Amz) – com sede em Manaus;
v  Comando Militar do Nordeste (CMR-Ne) – com sede em Recife;
v  Comando Militar Central (CMR-Cent) – com sede em Brasília; e
v  Comando Militar do Sul (CMR-S) – com sede em Curitiba.

Já no que tange às Brigadas de Combate, o autor defende uma reforma na ordem de batalha terrestre da seguinte maneira:

Ø  Forças de Selva: 6 Brigadas (quaternárias), sendo a Brigada de Marabá-PA dotada de capacidade aeromóvel;
Ø  Forças Mecanizadas: 8 Brigadas, sendo 4 no CMR-S, 3 no CMR-Cent e 1 no CMR-Ne;
Ø  Forças Blindadas: 4 Brigadas, sendo três no CMR-S e uma no CMR-Cent (no Rio de Janeiro-RJ);
Ø  Forças Aeromóveis: 4 Brigadas, sendo duas no CMR-Ne, uma no CMR-Cent e uma no CMR-S;
Ø  Forças Anfíbias: uma Brigada no Rio de Janeiro-RJ e uma Brigada em São Luís-MA;
Ø  Força Aeroterrestre: uma Brigada em Anápolis-GO;
Ø  Forças Leves: uma Brigada de Montanha (em Juiz de Fora-MG) uma Brigada de Caatinga (em Recife-PE) e uma Brigada de Pantanal (em Corumbá-MS);
Ø  Força Especial: um Comando de Operações Especiais, em Goiânia-GO;

Dessa maneira, a Força Terrestre passará a contar com 29 Brigadas de Combate e 14 Brigadas de Apoio (sendo 4 de Engenharia, 4 Logísticas, 4 de Defesa Antiaérea e 2 de Defesa Costeira) – perfazendo um total de cerca de 270 mil soldados.
Como parte da reestruturação, o autor defende a padronização dos termos empregados nas unidades militares e a supressão da designação das Armas. Assim, não haverá mais Brigadas de Infantaria Mecanizada ou Brigada de Cavalaria Blindada, mas Brigada Blindada, Brigada de Montanha e Brigada Mecanizada.
Da mesma forma, os escalões Unidade passarão a ser denominadas genericamente de Batalhão e as Subunidades, de Companhia. A denominação Esquadrão passará a ser empregada para designar a Unidade Aérea (sendo sua subunidade denominada Esquadrilha) e Grupo, para designar a Grande Unidade Aérea (Grupo de Aviação).
O termo Grupamento passará a ser usado para as Grandes Unidades Navais (de escalão inferior à Esquadra). Assim, no lugar dos Grupos de Combate (orgânicos dos Pelotões) haverá as Seções de Combate.
Essa padronização atingirá também a numeração das unidades. Ao invés de haver unidades como 111ª Companhia ou 72º Batalhão, as unidades serão numeradas de acordo com a Grande Unidade/Comando que estiverem afetos.
Além disso, ao invés de haver subunidades descentralizadas na Brigada, estas serão reunidas num único Batalhão de Comando e Apoio da Brigada – tomando por base o Batalhão de Comando e Controle do CFN (que conta com uma Companhia de Comando, uma Companhia de Comunicações e uma Companhia de Inteligência de Sinais).
O Btl Cmdo Ap contará com uma Companhia de Comando, uma Companhia de Comunicações e Guerra Eletrônica e uma Companhia de Polícia (ao invés de um Pelotão de Polícia) – além de um Pelotão de Inteligência e um Pelotão de VANT’s. No tocante à Arma da Artilharia, o autor defende uma reestruturação nos Batalhões orgânicos das Brigadas de Combate, que passarão a ter a seguinte constituição:

v  Comando
v  Base Administrativa
v  Companhia de Comando e Apoio
v  Companhia de Artilharia Antiaérea
v  Companhia de Lançadores Múltiplos de Foguetes
v  2 Companhias de Obuses

Cada Companhia contará com 4 Pelotões de Tiro (composto por 4 Unidades de Tiro – obuses, canhões, morteiros, mísseis, etc.), o que permitirá o emprego de 32 obuses (ao invés dos 18-24 atualmente) além de meios de defesa antiaérea (ao invés de uma bateria independente) e ainda o emprego de lançadores de foguetes – Sistema ASTROS ou outro similar.


E isso nos leva a outro ponto que o autor considera importante: a centralização das unidades militares. Atualmente, as Grandes Unidades e Grandes Comandos (como as Divisões de Exército, que o autor sugere serem extintas) têm suas unidades orgânicas espalhadas pelo território sob sua jurisdição, o que facilita a presença militar, mas dificulta a pronta-resposta (em face das diversas unidades estarem distantes entre si).
Por isso, o autor defende que seja adotada na Força Terrestre a mesma organização da Força Naval e Aérea: a centralização em Bases – que no componente terrestre será denominado de Base Militar.
Assim, ao invés de numerosos quartéis diminutos espalhados pelo País, haveriam poucas Bases Militares, mas de grande porte – reunindo todas as unidades da Brigada, além de Hospital Militar, Colégio Militar, Vila Militar (para atender aos militares e seus familiares), Base de Administração e Apoio da Base Militar (para os assuntos burocráticos, funcionando como uma prefeitura militar), dentre outras OM.
É claro que essa centralização não atingirá as Brigadas de Apoio (que pela sua natureza, precisam ser descentralizadas) ou as Brigadas de Selva (devido as características peculiares da Amazônia), afetando apenas as demais Brigadas de Combate (mecanizadas, anfíbias, aeromóveis, etc.) – que estarão centralizadas e terão maior facilidade de mobilização e deslocamento do que na atual estrutura descentralizada.
No âmbito da Força Aérea há o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica, que visa reestruturar toda a organização militar aeroespacial, com a modernização dos meios até 2031. Neste aspecto, destaca-se a desativação de algumas bases aéreas que hoje estão subutilizadas e a expansão de outras essenciais à projeção do poder aeroespacial brasileiro – como em Natal.
 Dentre os programas em curso pode-se destacar o KC-X, que visa a compra de 28 aviões de transporte e reabastecimento KC-390; o notório e longevo FX-2, que visa adquirir 36 caças SAAB Gripen E/F; o programa KC-X2, para substituir os já desativados reabastecedores KC-137. Há também o Programa VANT, que pretende dotar a FAB de aeronaves remotamente tripuladas.
No tocante às operações aéreas, há diversas Organizações Militares de aviação militar distribuídas da seguinte maneira entre as três Forças Armadas:

·         FAB – 41 esquadrões, além de outras unidades aéreas de apoio;
·         MB – 8 esquadrões, sendo um de caça; e
·         EB – 4 batalhões, além de um destinado ao apoio logístico.
  
Em primeiro lugar, o autor defende uma reforma da organização estrutura, unificando os atuais Esquadrões em Grupos de Aviação (grandes unidades equivalentes à Brigadas da Força Terrestre), que contarão com 5 Esquadrões, um Batalhão de Manutenção e Suprimento de Aviação e um Batalhão de Comando e Apoio
A Força Aérea (como integrante do Comando Militar do Brasil, e não instituição independente como a atual), teria a seguinte configuração:

Comando
Código-Rádio (Callsign)
Grupo de Aviação
1º GAv

Combate
1º/1º GAv (ex-1º/1º GAvCa)
Jambock
Caça
2º/1º GAv (ex-2º1º GAvCa)
Pif-Paf
Caça
3º/1º GAv (ex-1º/14º GAv)
Pampa
Caça
4º/1º GAv (ex-1º GDA)
Jaguar
Interceptação
5º/1º GAv (ex-VF-1)
Falcão (a ser alterado)
Interceptação e Ataque
2º GAv

Transporte
1º/2º GAv (ex-1º/2º GT)
Condor
Correio Aéreo Nacional e Transporte
2º/2º GAv (ex-2º/2º GT)
Corsário
Reabastecimento em voo e Transporte
3º/2º GAv (ex-1º/1º GT)
Gordo
Reabastecimento em voo e Transporte
4º/2º GAv (ex-1º/1º GTT)
Coral
Lançamento de Paraquedistas e Transporte
5º/2º GAv (ex-2º/1º GTT)
Cascavel
Lançamento de Paraquedistas e Transporte
3º GAv

Combate
1º/3º GAv
Escorpião
Caça e ataque leve
2º/3º GAv
Grifo
Caça e ataque leve
3º/3º GAv
Flecha
Caça e ataque leve
4º/3º GAv (ex-2º/5º GAv)
Joker
Treinamento de Avião de Caça
5º/3º GAv (ex-1º/4º GAv)
Pacau
Treinamento de Caça
4º GAv
Asas Rotativas
1º/4º GAv (ex-HU-1)
Águia
Emprego Geral
2º/4º GAv (ex-HU-2)
Pegasus
Emprego Geral
3º/4º GAv (ex-HU-3)
Tucano
Emprego Geral
4º/4º GAv (ex-HU-4)
Gavião (a ser alterado)
Emprego Geral
5º/4º GAv (ex-HU-5)
Albatroz
Emprego Geral
5º GAv
Asas Rotativas
1º/5º GAv (ex-HA-1)
Lince
Esclarecimento e Ataque
2º/5º GAv (ex-HI-1)
Garça
Diversas das Asas Rotativas
3º/5º GAv (ex-HS-1)
Guerreiro
Antissubmarino
4º/5º GAv (ex-1º/11º GAv)
Gavião
Treinamento de Asas Rotativas
5º/5º GAv (ex-7º/8º GAv)
Harpia
Diversas das Asas Rotativas
6º GAv

Transporte
1º/6º GAv (ex-1º ETA)
Tracajá
Transporte
2º/6º GAv (ex-2º ETA)
Pastor
Transporte
3º/6º GAv (ex-3º ETA)
Pioneiro
Transporte
4º/6º GAv (ex-4º ETA)
Carajá
Transporte
5º/6º GAv (ex-5º ETA)
Pégaso
Transporte
7º GAv

Patrulha/Reconhecimento
1º/7º GAv
Orungan
Esclarecimento Marítimo
2º/7º GAv
Phoenix
Patrulha Marítima
3º/7º GAv
Netuno
Patrulha Marítima
4º/7º GAv (ex-1º/6º GAv)
Carcará
Reconhecimento Fotográfico
5º/7º GAv (ex-2º/6º GAv)
Guardião
Alerta Antecipado, Mapeamento do Solo, Inteligência Eletrônica
8º GAv

Asas Rotativas 
1º/8º GAv
Falcão
Diversas das Asas Rotativas
2º/8º GAv
Poti
Ataque e C-SAR
3º/8º GAv
Puma
Diversas das Asas Rotativas
4º/8º GAv (ex-EHI)
Pégaso (a ser alterado)
Diversas das Asas Rotativas
5º/8º GAv
Pantera
Diversas das Asas Rotativas
9º GAv

Transporte
1º/9º GAv
Arara
Transporte de Tropas e de Carga
2º/9º GAv (ex-1º/15º GAv)
Onça
Transporte de Tropas e de Carga
3º/9º GAv (ex-1º/5º GAv)
Rumba
Treinamento de Aviação de Transporte
4º/9º GAv (ex-6º ETA)
Guará
Transporte
5º/9º GAv (ex-7º ETA)
Cobra
Transporte
10º GAv

Combate
1º/10º Gav
Poker
Reconhecimento e Ataque
2º/10º GAv (ex-1º/16º GAv)
Adelphi
Ataque
3º/10º GAv
Centauro
Ataque
11º GAv

Asas Rotativas
1º/11º GAv (ex-1º BAvEx)
Falcão (a ser alterado)
Emprego Geral
2º/11º GAv (ex-2º BAvEx)
Guerreiro (a ser alterado)
Emprego Geral
3º/11º GAv (ex-3º BAvEx)
Pantera (a ser alterado)
Emprego Geral
4º/11º GAv (ex-4º BAvEx)
Coronel Ricardo Pavanello
Emprego Geral
12º GAv
Aeronaves Remotamente Pilotadas
1º/12º GAv
Hórus
Reconhecimento não tripulado

Como pode ser notado, o atual 2º/10º GAv (Esquadrão Pelicano) não está na estrutura acima, pois o autor defende que as funções de busca-e-salvamento sejam desempenhadas pela SEDEC. O 10º GAv, o 11º GAv e o 12º GAv (principalmente), deverão ser complementados com novos Esquadrões, à medida que os planos de equipamento sejam implementados – aquisição de drones, caças, helicópteros, etc.


Note-se que algumas unidades deverão ter seus nomes alterados, devido a existência de outras com mesmas designações. No caso das Bases Aéreas, o autor defende a racionalização das estruturas e a instalação de novas bases na Amazônia (enquanto que outras no Sul e Sudestes deverão ser fechadas).
Assim, a composição das Bases Aéreas seria a seguinte:

BASES AÉREAS DO
COMANDO MILITAR DO BRASIL
Comando Militar Regional Sul
CMR-S
Base Aérea de Santa Maria
BASM
Base Aérea de Florianópolis
BAFL
Base Aérea de Campo Grande
BACG
Comando Militar Regional Central
CMR-Cent
Base Aérea de São Pedro da Aldeia
BAPA
Base Aérea de Anápolis
BAAN
Base Aérea de Brasília
BABR
Base Aérea de Pirassununga
BAPI
Base Aérea de Cáceres
BACA
Comando Militar Regional Nordeste
CMR-Ne
Base Aérea de Salvador
BASV
Base Aérea de Recife
BARF
Base Aérea de Natal
BANT
Comando Militar Regional Amazônico
CMR-Amz
Base Aérea de São Luís
BASL
Base Aérea de Belém
BABE
Base Aérea de Porto Velho
BAPV
Base Aérea de São Gabriel da Cachoeira
BASG
Base Aérea do Cachimbo
BACH
Base Aérea de Eirunepé
BAEI
Base Aérea de Boa Vista
BABV
Base Aérea de Manaus
BAMN

Serão 19 Bases Aéreas ao todo, distribuídas por todo o País (em especial na Amazônia, que responde por cerca de 40% do território nacional). Pode-se perceber pela tabela acima, que na Região Sudeste deverá ficar com apenas duas Base Aérea (em São Pedro da Aldeia-RJ e Pirassununga-SP), ao invés das 5 atualmente existentes – sendo 3 apenas no Rio de Janeiro.
Na proposta Base Aérea de Pirassununga deverão ficar alocadas todas as Unidades Aéreas de instrução/treinamento (que hoje estão na BANT), além do Centro de Instrução de Aeronáutica (ex-AFA). Em Natal deverão ficar Esquadrões de Caça, Patrulha Marítima e Asas Rotativas.
Mesmo no Sul do País, deverá haver apenas duas Bases Aéreas – com o fechamento da Base Aérea de Santa Maria que o autor defende, com sua transformação em aeroporto da aviação civil. O atual Campo de Provas Brigadeiro Velloso, no Pará (que concentra uma área equivalente ao Estado de Sergipe) deverá ser transformado em Base Aérea, além de suas funções de estande de tiro.
Além disso, o autor defende que cada Base Aérea (com exceção da BABR, que deverá abrigar o GTE) tenha, ao menos, um Esquadrão de Combate (Caça/Ataque) e um de Asas Rotativas (helicópteros). Isso representaria mais de 430 aeronaves de combate (considerando o tamanho do Esquadrão de 24 aeronaves cada, divididos em 4 Esquadrilhas com 6 aeronaves). Dessa maneira, a Aviação Militar Brasileira contaria com cerca de 1.200 aeronaves – basicamente a mesma quantidade adquirida dos EUA, durante a Segunda Guerra Mundial.

11 comentários:

  1. Eu acho 1200 aeronaves um numero muito pequeno para nosso país, a não ser que você considere só aeronaves de asa fixa e não inclua helicópteros, valendo ressaltar que os outros membros dos BRIC (África do sul não inclui) tem bem mais de 1200 aeronaves de todos os tipos.

    EUA: 13683 Aeronaves
    Rússia: 3082 Aeronaves
    China: 2788 Aeronaves
    Índia: 1785 Aeronaves
    Japão: 1595 Aeronaves
    Brasil: 748 Aeronaves

    E por ultimo esqueci de parabeniza-lo por esse excelente blog.

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    1. Bobcherterchat, muito obrigado pela sua participação...
      Na verdade, minha opinião pessoal é de que deveríamos ter mais de 3 mil aeronaves para defender todo o nosso espaço aéreo. Por exemplo, a FAB pretende adquirir 28 KC-390 para substituir seus 23 C-130 - na minha opinião, deveríamos ter uns 50. A FAB também quer operar entre 120-150 caças (o que pra mim deveria ser uns 400). No entanto, temos que considerar que a Defesa Nacional não é a maior preocupação de nossos governantes, por isso julguei 1200 como um numero mais real, pois já operamos essa quantidade de aeronaves antes (que é dobro do que temos operacional, nos dias atuais).
      Um abraço e comente sempre que desejar...

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  2. achei seu blog otimo , estava fazendo pesquisas sobre as REFORMAS para o Brasil e achei seu site. SUGESTOES : REFORMA DEFESA : acho que deveria ter 6 COMANDOS MILITARES ( e nao 4 ) , um para cada regiao . pois o comando da amazonia o territorio é muito grande para administrar apenas com o SINDACTA IV. sedes MANAUS , BELEM , RECIFE, BRASILIA , RIO JANEIRO e PORTO ALEGRE.

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  3. MARINHA : investir mais em SUBMARINOS ( UNS 40 )e NAVIOS PATRULHAS ( UNS 70 ).... PORTA AVIAOES é um gasto desnecessario ao Brasil .... contigente 1 para cada 2000 habitantes . ou seja , brasil tem 200 milhoes de habitantes o contingente da marinha seria de 100 mil militares . e esse contingente aumentaria a medida que a populaçao aumentasse tbm ...

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  4. MARINHA : esquadra 1 nome : MARQUES DE TAMANDARE ( patrono da marinha )( patrulha da regiao sul e sudeste ). .....esquadrao 2 nome : DUQUE DE CAXIAS (apesar de ser do exercito ) ( patrulha da regiao nordeste ate rio grande do norte ) .... esquadra 3 nome : BARAO DO AMAZONAS ( heroi batalha riachuelo ) ( patrulha do ceara ate amapa ) . criaria 2 bases navais para cada esquadra e 2 bases submarinas , uma do rio de janeiro e outra em belem ......

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  5. AERONAUTICA :investir mais em HELICOPTEROS, uns 200 ( patrulha / transportes e como helicoptero ambulancia para atender a regiao noroeste .os Black Hawk dos EUA seriam os mais indicados . ) e avioes caças ( entre 100 e 150 ) os GRIPPENS foram a melhor escolha , manutençao / horas de voo mais barata ...contingente 1 para cada 2000 habitantes ... ficaria com mesmo numero da marinha .

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  6. EXERCITO: investir mais em BLINDADOS LEVES ( como o GUARANI ) ( temos hj na faixa de 1700,o exercito ja pediu a contruçao de 2044 GUARANIS . que acho pouco ainda . o ideal é uns 5 mil .( pois tanque pesados é gasto desnecessario para o cenario do Brasil ) . outro item para investir é ARTILHARIA ANTI -AEREA .contingente 1 militar para cada 500 habitantes ... o que daria 400 mil militares , o dobro do que temos hj ....e se a populaçao aumenta o numero de militares tbm aumenta..... no total teriamos 600 mil militares . numero minimo necessario para o tamanho do BRASIL ...

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  7. em relaçao ao texto guajara - mirim nao seria em rondonia RO ? nao achei cidade guajara mirim no amazonas , somente guajara

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    1. Sim, amigo Fernando. Tem razão. Falha minha, Guajará-Mirim fica em Rondônia. Obrigado pela dica. Correção já realizada. Continue comentando nos textos e apontando outros erros que encontrar...

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  8. em relaçao as unidades militares , gostaria de saber o numero de militares ( blindados , ou navios ) que cada uma compoe .... por exemplo fazer uma tabela indicando quantos militares compoe uma seçao , um pelotao , campanhia , regimento ,grupamento , etc .......
    assim daria para se ter uma ideia da quantidade total de pessoas da força militar .
    pois nao sei se entendi direito a brigada terrestre seria 43 ( 29 + 14 de apoio ) x 7 mil ( cada brigada ) entao o efetivo terrestre seria 300 mil homens . é isso ???

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    1. Fernando, as Brigadas de Combate (que são aquelas que reúnem as OM táticas para emprego) terão efetivo médio de 7 mil soldados - podendo variar para mais ou para menos. Já as Brigadas de Apoio (que contam com OM destinadas a dar suporte aos Comandos Militares e Brigadas de Combate no teatro de operações) terão efetivo médio de 5 mil soldados - também variando para mais ou para menos, de acordo com o tipo de Brigada.
      Infelizmente, não é possível discriminar com precisão o efetivo das Companhias, Pelotões ou Seções (acredite, eu tentei - pesquisei exaustivamente os manuais de campanha do EB disponíveis na internet até chegar a esta conclusão!), pois cada força possui uma particularidade - Paraquedistas, Força Mecanizada, Infantaria de Selva, etc. por isso os efetivos apresentados são genéricos (podendo variar para mais ou para menos, de acordo com o tipo de OM).
      Em resumo, as Brigadas (de apoio e combate) reunirão uma força média de 275.000 soldados da força operativa - contra os cerca de 220 mil do EB, atualmente.

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